Animais voadores

Alguns animais se movem como nós, outros têm quatro, seis pernas, e alguns não têm nenhuma. Os homens andam há cerca de 5 milhões de anos, mas os animais correm, saltam, deslizam, voam e nadam há muito mais tempo. Ao longo de centenas de milhões de anos, eles desenvolveram formas variadas de se locomover – seja na terra, seja na água, seja no mar.

Os primeiros animais a voar há 300 milhões de anos foram insetos muito parecidos com as libélulas de hoje. A Terra estava coberta de densas florestas e era provavelmente mais fácil alcançar fontes de alimento por meio do voo. Como não havia outro animal voador naquela época, eles não tinham predadores. Alguns insetos chegavam a ter a envergadura de asa de 70 centímetros. Assim, não demorou muito para que animais maiores desenvolvessem a habilidade de voar. Por serem presas fáceis, as libélulas gigantes foram rapidamente exterminadas pelos ancestrais dos pássaros e dos morcegos. Insetos menores e que voavam mais rápido evoluíram para substituí-las.

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Como os animais aprenderam a voar?

Os fradinhos (papagaios-do-mar) fazem seus ninhos nos penhascos junto ao mar. Eles alimentam os filhotes até ficarem bem gordos e, em seguida, os abandonam. Os filhotes permanecem em suas tocas, sem comida, mas após uma semana a fome os obriga a ir embora também. Eles saem à noite, voando por sobre as ondas, e, mesmo sem jamais ter feito isso antes, sabem como agir. As habilidades para voar são herdadas e instintivas: o jovem pássaro tem esse conhecimento mesmo antes de sair do ovo. Outras espécies observam o comportamento dos pais, mas também contam com o instinto para voar.

Como os animais voam?

Os animais voam de maneira totalmente diferente dos aviões. Os aviões têm asas fixas, que lhes dão sustentação de voo quando o ar passar por elas. E se movem para a frente, sugando o ar rapidamente pela turbina ou fazendo circular o ar em volta da hélice. As asas dos animais fazem ambos os trabalhos de uma só vez. Quando as asas batem para baixo, empurram a ave ou o morcego para a frente enquanto os mantêm no ar e estabilizam seus voos.

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Qual a primeira ave conhecida?

Um dos fósseis mais interessantes já encontrados é o arqueópterix (Archaeopteryx), o elo perdido entre os dinossauros e as aves. Elas tem penas como as aves, dentes e uma longa cauda óssea, como a dos répteis – as caudas das aves têm somente penas. Suas asas mostram que evoluíram dos dinossauros pequenos, que eram corredores rápidos. Os ossos do arqueópterix eram pesados e diferentes dos ossos das aves, que são ocos. Assim, era pouco provável que voasse bem. Cientistas acreditam que ele planava ou batia as asas de maneira desajeitada ao passar de uma árvore para outra. O arqueópterix viveu há 150 milhões de anos, e seus descendentes imediatos foram provavelmente as primeiras aves voadoras de verdade.

De dia e de noite

Animais voadores diurnos precisam ver o que há em volta deles – senão o voo pode acabar em acidente. Eles têm boa visão. Os que voam à noite navegam de forma diferente. Os morcegos possuem um sistema de localização pelo eco, semelhante a um radar, usado para localizar mariposas e outras presas.

Cavaleiros do vento

As aranhas não têm asas, mas frequentemente viajam pelo ar quando jovens. Elas fazem isso com o a ajuda do fio que produzem. Para conseguir decolar, o bebê aranha espera por um dia com vento. Ela sobe num galho alto de uma planta e solta um longo fio. O fio flutua na brisa e carrega com ele a aranha.

Esquilos voadores voam de verdade?

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            Se alçarem voo de uma árvore, uma ave ou um morcego poderão tanto seguir em direção ao chão quanto subir. Um esquilo voador, no entanto, só poderá ir em uma direção: para baixo. Eles não são voadores de verdade! Apenas planam, usando membranas que se estendem de suas pernas e braços. Para decolar, o esquilo voador dá impulso, e, uma vez no ar, essas membranas peludas se abrem e ele pode planar por até 50 metros, em uma trajetória sempre descendente. Os esquilos usam a cauda como leme para se certificarem de que irão pousar com segurança no tronco de outra árvore. Certas cobras também podem planar. Elas achatam seus corpos até ficarem bem largos, como uma fita.

Minha maior alegria é conhecer lugares novos. Curioso como uma criança, sou aficionado por literatura e não perco uma oportunidade de fugir da cidade para curtir a natureza.