Cuidados que você deve ter com seu cão idoso

Cuidados-com-cao-idosoUm dia, você nota alguns pelos brancos no focinho dele. Depois, ao redor dos olhos. O tempo passou de repente, e aquela bolinha peluda que um dia, lá atrás, se aninhou nos seus braços agora hesita e olha para você antes de pular de um degrau mais alto para o chão. Ele ainda brinca, mas se cansa mais rápido e sente um pouco de preguiça. Pode ficar cheio de manias também, e rabugento. Ah, alguns têm verruguinhas (como o meu). É, seu cachorro envelheceu. Você agora tem um cão idoso.

Assim como nós, depois de certa idade alguns cuidados são fundamentais para a saúde deles. Veja abaixo medidas simples que vão aumentar o conforto dessa fase da vida de seu companheiro:

Alimentação. A partir dos 7 anos, em geral, o cão pode ser considerado idoso, e precisa de alimentação específica. As necessidades são diferentes, os dentes não são tão fortes e o trato digestivo também se altera. Troque a ração ou, se você dá comida natural, consulte o veterinário sobre as mudanças a serem feitas.

Cuidados com a pele. Como já mencionei, o cão idoso pode ter verrugas. Os calos de pele nas articulações, muito comum nas raças maiores, também merecem cuidados. Consulte o veterinário, pois, dependendo da localização e do tamanho das verrugas, pode ser necessário retirá-las. Já os calos podem ser suavizados com a aplicação de cremes hidratantes à base de ureia.

Saúde. Outra preocupação em relação ao cão idoso é o declínio da saúde em geral. Muitos cachorros passam a tomar medicação para o coração, as articulações se enrijecem e o tártaro pode se acumular nos dentes. Nada disso é grave, desde que ele receba os medicamentos e cuidados veterinários adequados. Assim como muitos seres humanos tomam medicação para controlar a pressão, também seu velhinho vai tomar comprimidos para poder continuar caminhando a seu lado por muito tempo.

Sedentarismo. Não interrompa a rotina de exercícios do seu cão idoso. É natural que o ritmo diminua, mas o exercício regular é muito importante para a saúde cardíaca, articular e mental. Adapte as atividades à idade e às condições de saúde do cão. Por outro lado, alguns cães não têm muita noção de esforço, portanto, cabe a você observar se ele fica muito ofegante depois do correr ou de uma brincadeira que o deixe mais agitado. O meu acha que ainda tem 2 anos e corre pela casa como um maluco, só que já fez 9. Fique atento.

Amor. Seja amoroso com seu velhinho. Um cão idoso pode desenvolver manias, tornar-se mais sensível às suas ausências e à dor. Tenha paciência e lembre-se de que você também vai chegar lá! Recompense-o por todas as alegrias que ele lhe deu e pela lealdade que dedicou e ainda dedica a você com muita paciência e igual devoção.

5 plantas que podem intoxicar seu pet

blog-plantas-toxicas-caoVivemos num país com uma flora riquíssima. E gostamos muito de cultivar plantas, seja nos jardins ou em vasos, dentro de casa. O problema é que essa riqueza inclui também uma grande variedade de plantas tóxicas, para seres humanos e para nossos amigos de quatro patas. A primavera do hemisfério sul me fez pensar em jardins, folhagens e flores perfumadas, e no risco que elas podem representar para nossos cães e gatos.

Um estudo da Universidade de Cruz Alta (RS) mostrou que a maioria dos casos de intoxicação de animais de estimação ocorre por falta de informação dos donos, que muitas vezes ignoram que têm uma planta venenosa em casa. O estudo também menciona que os filhotes costumam comer as plantas por curiosidade, nascimento de dentes e até mesmo por tédio ou mudanças na rotina. Mas animais adultos também estão sujeitos ao risco, pois algumas dessas plantas são saborosas e perfumadas.

blog-plantas-toxicas-gatoSe você verificar que seu cão ou gato ingeriu uma planta e está apresentando alterações de comportamento, não perca tempo buscando soluções caseiras. Leve-o depressa ao veterinário, de preferência levando a planta que ele ingeriu, para que ele saiba exatamente que tratamento ministrar.

Veja abaixo cinco das plantas tóxicas mais comuns em casas, jardins e parques das nossas cidades:

Palmeira-sagu (Cycas revoluta)
Essa bela e exótica palmeira é uma planta ornamental muito comum em jardins e vasos. É extremamente tóxica (sobretudo as sementes). Principais sintomas: vômito, diarreia, falta de coordenação motora, convulsões, coma.

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Azaleia (Rhododendron simsii)
Com sua cor viva, a bela azaleia é muito comum nos jardins de casas e edifícios residenciais. No entanto, pode causar intoxicação grave em cães e gatos, dependendo do tamanho do animal e da quantidade ingerida. Principais sintomas: salivação intensa, vômito, diarreia, tremores, convulsões.

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Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia ssp.)
A toxidade dessa planta de caules grossos e folhas salpicadas de branco é bastante conhecida. Principais sintomas: salivação excessiva, inflamação e inchaço na língua, vômito, diarreia, asfixia.

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Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima)
Muito comum nos jardins e no interior das casas e apartamentos, como parte da decoração na época do Natal, suas flores vermelhas são muito atraentes para os animais, mas todas as suas partes são tóxicas. Principais sintomas: salivação, náuseas, vômito, diarreia.

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Manacá (Brunfelsia uniflora)
O lindo manacá, com suas flores perfumadas que vão do roxo ao lilás e ao branco, é extremamente tóxica para os cães. Principais sintomas: salivação, engasgos, vômito, rigidez e tremores musculares, convulsões.

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Existem ainda muitas outras plantas tóxicas para cães e gatos, entre as as quais lírio, alamanda, mamona, coroa-de-cristo, copo-de-leite, antúrio e jiboia. Portanto, antes de trazê-las para dentro de sua casa ou plantá-las em seu jardim, pesquise para não pôr em risco a saúde e até mesmo a vida do seu animal de estimação.

 

Fontes: petmag.com.br; petcare.com.br; veterinariandocs.com.br; cultivando.com.br.

Doença renal: desarme essa inimiga

Blog_Doenca-renal-doeA doença renal não discrimina: afeta homens e mulheres de todas as idades e etnias. Ataca em silêncio e dá às vítimas a impressão de serem saudáveis, enquanto os rins se deterioram irremediavelmente. A maioria das pessoas não sabe que está doente até perder parte considerável da função renal.

Sem muitos sintomas evidentes, a doença renal crônica hoje atinge no Brasil cerca de 5% a 10% da população. Cem mil pacientes recorrem à diálise, e, atualmente, 5 mil a 10 mil brasileiros são tratados por nefrologistas já com a disfunção renal. “O ideal é identificar a doença no estágio inicial”, diz o Dr. Edison Souza, nefrologista do Hospital Universitário Pedro Ernesto e professor adjunto de nefrologia da UERJ. “Mas o melhor caminho é a prevenção. Um simples exame, 100% eficaz, é o da creatinina. É por meio dele que podemos verificar se existe ou não disfunção renal. Os maiores causadores da doença são a hipertensão e o diabetes. Portanto, pessoas que são acometidas desses problemas devem redobrar a atenção”, explica ele.

Além da hipertensão e do diabetes, alguns sinais do corpo podem servir de alerta. Portanto, redobre a atenção se apresentar edema (retenção de líquido), urina espumosa (sinal de que há muita proteína na urina) e cansaço em demasia. “O gosto ruim na boca, a falta de apetite, a anemia e o emagrecimento devem ser avaliados também como um alerta de que pode existir algum problema renal”, afirma o Dr. Edison Souza.

A doença renal pode ser evitada com controle da pressão alta e do diabetes, alimentação saudável, exercícios e acompanhamento médico. Veja a seguir outras dicas:

Diminua o sal. Pacientes renais não devem adicionar sal à comida, mas esse conselho vale para todos. O excesso de sal faz a pressão subir e obriga os rins a trabalhar mais. A maioria do sal que consumimos vem de alimentos industrializados. Alguns países obrigaram os fabricantes a reduzir a quantidade de sal acrescentada aos produtos. No Brasil, o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação firmaram um acordo em 2011 para redução do teor de sódio dos alimentos processados. Entre 2011 e 2014 foram retiradas 7.652 toneladas de sódio dos produtos alimentícios. “A redução da ingestão de sal baixa a pressão arterial e diminui o risco de doença renal crônica”, diz o Dr. Feng He, do Instituto Wolfson de Medicina Preventiva, em Londres. “Há cada vez mais indícios de que ingerir menos sal tem efeito benéfico direto sobre os rins, independentemente do efeito sobre a pressão arterial.”

Pare de fumar. “O hábito de fumar acelera a deterioração da função renal e prejudica as artérias”, diz Wheeler.

Emagreça. O excesso de peso sobrecarrega os rins. “É como trabalhar 12 horas por dia quando se está acostumado a trabalhar 8 horas”, compara o Dr. Raymond Townsend, nefrologista da Filadélfia, EUA.

Limite o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Pergunte ao seu médico se não seria melhor evitar esses analgésicos. “Os AINEs promovem retenção de sódio e têm toxicidade direta sobre o tecido renal”, explica o Dr. Townsend. “Tomar por um prazo curto não é nocivo. O problema surge na dor crônica, quando esses medicamentos são tomados todo dia.”

Para conhecer melhor essa doença perigosa, leia a matéria completa na edição de setembro de Seleções.

 

Já tentou acupuntura?

Blog_Acupuntura_rostoParece um contrassenso aliviar a dor deixando alguém enfiar agulhas em você. Mas essa é a promessa da acupuntura, tratamento que faz parte da medicina tradicional chinesa há mais de 2 mil anos. Embora se diga que é útil em vários problemas, seu uso mais comum é para o alívio da dor, incluindo dores nas costas, enxaqueca e fibromialgia.
A ideia básica da acupuntura é de que a saúde depende do movimento do qi (pronuncia-se “tchii”), uma força vital que, acredita-se, atravessa o corpo por um sistema de canais, ou meridianos. A dor ou a doença ocorre quando o fluxo de qi é bloqueado ou desequilibrado. A colocação de agulhas em pontos específicos ao longo dos meridianos restauraria o fluxo de energia apropriado, estabelecendo o equilíbrio, curando o corpo e aliviando a dor.
Embora conhecida nos EUA desde a década de 1820, a acupuntura tornou-se popular depois
 que o presidente Richard Nixon visitou a China em 1972. Mas muitos médicos ocidentais permanecem céticos em relação à técnica, dizendo que não tem base racional pois o sistema de meridianos não corresponde a qualquer característica da anatomia (e ninguém encontrou nenhum qi).
Entretanto os pesquisadores que estudam a acupuntura vêm fazendo várias descobertas intrigantes. Os pontos de acupuntura costumam estar próximos a terminações nervosas importantes, e demonstrou-se que a pele nesses pontos conduz eletricidade de forma diferente de outras áreas. Há evidências de que a acupuntura desencadeia a liberação de analgésicos naturais, como as endorfinas, e um derivado de aminoácidos, o 5-HTP, que se acredita aliviar a dor da enxaqueca. Outras pesquisas sugerem que pode alterar a função imune e causar alterações no encéfalo.
Blog_Acupuntura_MeridianosNo fim da década de 1990, a acupuntura ganhou credibilidade no meio médico, embora muito ainda precise ser aprendido. Depois de rever centenas de estudos, os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA concluíram, em 1997, que fortes evidências apoiam o uso da acupuntura para dor odontológica, fibromialgia e vários outros problemas. Evidências menos fortes – mas promissoras – também sugerem que ela pode ser um tratamento auxiliar para dor de cabeça, dor miofascial, osteoartrite, dor lombar e síndrome do túnel do carpo. Em alguns casos, as evidências apoiando a acupuntura eram tão fortes quanto os dados apoiando os tratamentos médicos convencionais – mas a acupuntura tinha menos efeitos colaterais. Na mesma época, o FDA, órgão que regula medicamentos nos EUA, aprovou as agulhas de acupuntura como dispositivos médicos, em igualdade com bisturis e seringas.
Ainda não está claro o modo como a acupuntura atua, mas estudos (e a experiência clínica de muitos médicos) sugerem que ela pode ajudar em vários tipos de dor – e em diversas doenças causadoras de dor. Ainda é praticada principalmente por não médicos, mas vários cursos de medicina, como o da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), oferecem o programa de residência médica na especialidade. Entretanto a acupuntura não pode ajudar a todos, e o tratamento pode ser caro, embora muitos planos de saúde cubram seus custos e seja também oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Evite-a se você sofre de algum distúrbio hemorrágico ou toma medicação anticoagulante. E, se usa marca-passo, não se submeta a tratamentos em que as agulhas são eletrificadas.

O que esperar
Quando a agulha é inserida, você vai sentir uma pontada, picada ou leve dor que logo desaparece. (Os terapeutas dizem que isso significa que eles alcançaram o qi e encontraram o ponto certo.) Após a colocação inicial, o procedimento pode ser indolor enquanto as agulhas são mantidas no local por períodos que variam de alguns segundos a algumas horas (em geral são 15 minutos).
Para saber mais sobre o seu caso em particular, seu terapeuta conduzirá uma avaliação que é tão importante quanto o tratamento em si. Cada escola de acupuntura usa um método diagnóstico diferente (assim como técnicas de tratamento). Você deverá ser questionado sobre seu estilo de vida, seu histórico médico e seus hábitos alimentares, mas os terapeutas também consideram indícios físicos, como palidez. Não fique surpreso se sua língua e seus ouvidos forem examinados, e saiba que o terapeuta poderá tomar seu pulso de seis formas diferentes em cada punho – 12 posições, que correspondem aos 12 meridianos principais. Alguns também usam a palpação de tecidos moles, como o abdome.
Embora a acupuntura costume ser muito segura, é um procedimento invasivo e o manuseio inapropriado das agulhas pode causar complicações sérias. Estas incluem infecção por agulhas esterilizadas de forma imprópria (agulhas descartáveis são melhores), lesão de nervos e perfuração de órgãos. Por isso, é fundamental procurar um profissional devidamente credenciado.
A Organização Mundial de Saúde lista mais de 40 doenças às quais a acupuntura pode oferecer alívio e reabilitação. Além da dor, elas incluem náuseas, vômitos e outros problemas gastrintestinais; dependência de álcool, tabaco e outras drogas; asma e bronquite; e acidente vascular cerebral.

 

TDAH e Ritalina: uma dupla polêmica

blog-ritalinaVocê é chamado com frequência ao colégio do seu filho para ouvir reclamações repetidas dos professores de que ele é desatento e não acompanha o rendimento da turma? Ou então que é agitado, não fica sentado e não se concentra numa atividade única? Talvez ele seja portador de TDAH.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio neurobiológico que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge de 3% a 5% da população mundial entre 6 e 12 anos. Mas não é toda criança agitada, desatenta ou impulsiva que sofre de TDAH. É preciso que tais sintomas se manifestem em dois ou mais ambientes, como casa, escola e lazer, e durante seis meses, no mínimo. E mais: que tragam prejuízos à vida pessoal, escolar e emocional da criança. “Em geral, os pais são os primeiros a identificar os sintomas”, explica o Dr. Louzã. “Mas, em sala de aula, os professores também devem estar atentos. Quando o sintoma que predomina é o déficit de atenção, a criança não consegue acompanhar o ritmo da turma. É do tipo que não presta atenção, demora a fazer a lição ou esquece o que já aprendeu. Quando o que prevalece é a hiperatividade, ela tumultua a sala de aula. É daquelas que não param quietas um minuto, se levantam a todo instante ou conversam sem parar com os colegas.”

O TDAH pode não ter cura, mas, tem tratamento. “Os melhores resultados são obtidos quando se associa o uso de medicação estimulante com psicoterapia”, afirma o neurologista Giuseppe Pastura, coordenador do Ambulatório de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “A cognitivo-comportamental é a mais indicada. Já o uso do metilfenidato deve ser feito por muitos anos e, em alguns casos, por toda a vida”, avisa o especialista.

Mais conhecido pelos nomes comerciais de Ritalina (Novartis) e Concerta (Jansen-Cilag), o cloridrato de metilfenidato é a única substância para esse fim disponível no Brasil. Em dez anos, seu consumo cresceu 775%. Segundo pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, passou de 94 kg, em 2003, para 875 kg, em 2012. Dados mais recentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária confirmam a tendência de alta. Segundo o órgão, o número de caixas de metilfenidato vendidas no país aumentou de 2,1 milhões em 2010 para 2,6 milhões em 2013. “O grande aumento no consumo do metilfenidato se deve a uma série de fatores, como a inclusão de novos sintomas no diagnóstico de TDAH, maior divulgação na mídia da existência desse transtorno e, também, ampliação no valor social da atenção”, analisa a psicóloga Denise Barros, autora da pesquisa. “De uns tempos para cá, a atenção passou a ser considerada uma das importantes habilidades para se chegar ao sucesso, tanto na vida pessoal quanto na profissional.”

Apesar de existir há 61 anos – o composto foi patenteado em 1954 –, o metilfenidato ainda gera debate e divide opiniões. De um lado, há quem diga que a “droga da obediência”, como em geral é descrita por seus detratores, não passa de invenção da indústria farmacêutica. De outro lado, há quem garanta que o aumento no número de prescrições se deve ao aprimoramento na detecção do TDAH.

E se existisse um comprimido capaz de suprimir o cansaço, potencializar a memória e aumentar a produtividade? Seria ótimo, não? Para alguns estudantes, concurseiros e executivos, tal pílula existe e atende pelo nome de cloridrato de metilfenidato. Segundo especialistas, muito do aumento no consumo da substância se deve ao seu uso por pessoas sem diagnóstico de TDAH.

Para conhecer mais sobre o TDAH e entender melhor a polêmica sobre o metilfenidato, leia a matéria completa na edição de agosto de Seleções.

Kheer: o arroz-doce à indiana

blog-arroz-doce-indiano-kheerComo seu nome exótico permite imaginar, o kheer é uma sobremesa indiana muito popular, rica em sabores e aromas maravilhosos do oriente. As versões são muitas, assim como os nomes, que vão variando conforme a região da Índia. No entanto, essa delícia está mais próxima de nós do que se pode pensar: é a prima asiática do nosso bom e velho arroz-doce. Seu preparo não tem mistério, o segredo está nos ingredientes.

blog-arroz-basmatiO primeiro detalhe está no próprio arroz: o ideal é preparar o kheer com arroz basmati. Ele é semelhante ao nosso agulhinha, com grãos brancos, longos e finos. É um arroz perfumado e delicado.

O segundo ingrediente diferente é o cardamomo – uma especiaria de perfume delicioso, muito utilizada na Índia, Tailândia e outros locais da Ásia. É da família do gengibre, e ajuda na digestão e na eliminação de toxinas. Esta versão da receita pede o cardamomo em pó, mas, se preferir, você pode usar as sementes (com a casca), que devem ser esmagadas com um pilão.blog-cardamomo

O próximo ingrediente um tanto exótico é a água de rosas. De origem árabe, tem muitas utilizações culinárias e propriedades medicinais; é antibactericida, antisséptica e calmante.

Já o pistache e as amêndoas são bastante conhecidos – embora o pistache não seja tão comum nas nossas receitas. Como outros tipos de castanhas, são ricos em potássio, vitamina E, ferro, cálcio e gorduras benéficas para o coração, entre outros importantes nutrientes. As amêndoas podem ser compradas já em lascas e tostadas levemente no forno, para acentuar seu sabor. O pistache é comprado com casca, facilmente retirada.
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O arroz basmati, o cardamomo e a água de rosas podem ser encontrados em grandes supermercados ou em lojas de produtos naturais ou importados. Ou, ainda, pela Internet.
Vamos à receita?:

Kheer (Arroz-doce indiano)
2 xícaras (480 ml) de leite de coco
2 xícaras (480 ml) de leite integral
3 colheres (sopa) de açúcar
1/2 xícara (90 g) de arroz basmati, lavado e escorrido
1/4 de xícara (40 g) de passas brancas
1/2 colher (chá) de cardamomo em pó (ou cerca de 10 sementes levemente esmagadas)
1/2 colher (chá) de água de rosas
1/4 de xícara (30 g) de amêndoas em lascas, tostadas
1/4 de xícara (30 g) de pistache picado

Modo de preparo

Em uma panela, ferva o leite de coco, o leite e o açúcar. Depois de fervido, acrescente o arroz basmati. Abaixe o fogo e cozinhe durante 20 minutos, ou até que fique cremoso e macio.
Junte as passas, o cardamomo e a água de rosas. Cozinhe o arroz por mais alguns minutos, sem deixar secar.
Distribua em taças de sobremesa e enfeite com as amêndoas e o pistache. Deixe esfriar e leve à geladeira por duas horas antes de servir.

 

Você sabe o que é herpes-zóster?

blog-herpes-zosterDe repente, a dor começa. Primeiro, uma leve queimação, um incômodo. Depois vai aumentando cada vez mais, até ganhar uma intensidade tremenda, mesmo para as pessoas mais resistentes. Ao examinar o local da dor, inicialmente, veem-se apenas umas bolinhas avermelhadas, mas nada muito sério. Uns dois dias depois, o quadro está bem diferente: as bolinhas tornaram-se pequenas bolhas cheias de líquido (vesículas), e a dor agora é insuportável, debilitante… Só os analgésicos fortes podem amenizá-la.
Isso é herpes-zóster – popularmente conhecido como cobreiro –, uma erupção infecciosa e dolorosa de vesículas com conteúdo líquido, causada por um vírus que se desenvolve ao longo de um nervo. O vírus é o varicela-zóster, o mesmo da catapora, que fica latente no organismo depois que se tem a doença (em geral na infância) e, por motivos não totalmente conhecidos, é reativado mais tarde na vida.
Eis alguns aspectos importantes da doença.

Características
O herpes-zóster é um distúrbio doloroso e angustiante, causado pelo mesmo vírus da catapora. A erupção tem aparência característica porque afeta uma via nervosa e, assim, em geral apresenta padrão semelhante a faixas de um só lado do corpo, ao redor da caixa torácica e do abdome (daí o nome popular “cobreiro”), mas também pode ocorrer na face e nos olhos, com grande gravidade. Os portadores dessa doença devem evitar contato com indivíduos vulneráveis enquanto as vesículas estiverem com líquido – que contém o vírus – e podem causar catapora em uma pessoa não imune.

Quem pode ter a doença?
O herpes-zóster é raro nos jovens e nas pessoas saudáveis; é mais frequente nos idosos ou nas pessoas com o sistema imunológico deprimido. Após os 50 anos sua ocorrência começa a aumentar progressivamente, por causa do envelhecimento e da diminuição da capacidade imunológica contra o vírus varicela-zóster. Quando acomete os mais jovens, é causado por estresse e imunodeficiência temporária ou permanente, decorrente de doenças ou tratamentos que enfraquecem as defesas do organismo (quimioterapia, por exemplo).

Sintomas
São três fases. Primeiro, há uma sensação de queimação e formigamento ou uma dor aguda na área afetada. Logo após, há erupção de pequenas vesículas cheias de líquido na pele. Alguns dias depois, as vesículas secam e formam-se crostas – que não devem ser arrancadas, pois podem deixar marcas. A dor pode persistir durante as três fases da doença, e sua forma mais grave é a neuralgia pós-herpética – ou seja, mesmo depois que o vírus foi debelado a dor persiste por várias semanas ou mesmo meses.

Diagnóstico
A doença pode ser diagnosticada com mais facilidade depois que a erupção surge na pele. Antes, porém, a dor, quando intensa, pode ser confundida até mesmo com um infarto, no caso de erupções torácicas. A demora no diagnóstico e no início do tratamento aumenta a chance de complicações. Portanto, é muito importante procurar um médico logo no início dos sintomas.

Duração da doença
Em geral, de duas a seis semanas. No entanto, sobretudo nos idosos, a dor pode persistir por semanas ou meses depois que a manifestação cutânea desapareceu, um distúrbio conhecido como neuralgia pós-herpética.

Tratamento
Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menos grave e prolongada será a crise. Provavelmente o médico vai prescrever um medicamento antiviral (em geral, aciclovir) na forma de comprimido; analgésico para a dor e, dependendo do caso, corticoides para diminuir o risco de neuralgia pós-herpética.

Sequelas
A dor e o desconforto do herpes-zóster podem se prolongar e se tornar incapacitantes, tanto física quanto emocionalmente. Quanto mais avançada a idade, maior a frequência e a gravidade da neuralgia pós-herpética.

A doença pode voltar?
A recidiva é rara, mas possível, pois o fato de ter tido herpes-zóster uma vez não garante a imunidade a doença.

Vacina
Ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina herpes-zoster, que pode ser administrada mesmo que a pessoa já tenha tido a doença. É indicada para pessoas acima dos 50 anos, que têm mais risco de desenvolver a infecção. A vacina ativa o sistema imunológico, aumentando a proteção contra a doença, e pode ajudar a prevenir a neuralgia pós-herpética e reduzir a intensidade e a duração da dor. Infelizmente, a vacina não é disponibilizada pelo SUS, mas pode ser encontrada em clínicas de vacinação particulares.

 

Granola: variações sobre o mesmo tema

granolaSei que há alguns meses falamos de granola aqui (“Granola caseira para o café da manhã“), mas as receitas são tão diversas que nunca se esgotam. Ao escolher o que vai colocar na sua granola, você pode exercer à vontade a criatividade, de acordo com os ingredientes de sua preferência e que estejam à mão. A única coisa que não muda é uma generosa base de cereais (sobretudo aveia).

A seguir, você vai encontrar uma receita muito prática e um pouquinho diferente: esta granola é feita no fogão, e não no forno. A vantagem é que você controla com mais facilidade o ponto que mais lhe agrada – dourada e crocante ou clara e macia. Além disso, fica mais fácil misturar os ingredientes enquanto ainda estão no fogo, proporcionando um cozimento mais uniforme.

Acrescentei à receita original dois itens de origem oriental de que gosto muito: pistache e goji berry. O pistache é delicioso e rico em gordura insaturada e antioxidantes; a goji berry, que entrou para o rol dos “superalimentos”, também é rica em antioxidantes, aminoácidos, minerais, entre outros. Ainda por cima, conferem um lindo colorido à sua granola, tornando-a muito mais atraente.

Vamos experimentar?

Granola com pistache e goji berry

225 g de aveia em flocos
50 g de farelo de trigo
125 g de flocos de cevada
50 g de sementes de girassol
1 colher (sopa) de óleo de coco
½ colher (chá) de sal
3 colheres (sopa) de mel
125 g de castanhas variadas (pistache, castanha-do-pará, avelã,  amêndoa, nozes) picadas
225 g de frutas secas (damasco picado, passas e goji berries)
125 g de chips de banana desidratada
2 colheres (chá) de canela em pó (opcional)

Adicione a aveia, o farelo de trigo, os flocos de cevada e as sementes de girassol numa grande frigideira antiaderente e leve ao fogo baixo por 1 ou 2 minutos ou até começarem a dourar. Junte o óleo de coco e o sal, misture e continue a tostar por cerca de 3 minutos, mexendo ocasionalmente. Acrescente o mel, uma colher por vez, misturando bem, sempre em fogo baixo. Adicione as castanhas e a canela. Quando a mistura estiver dourada e aromática, transfira para uma travessa, espere esfriar e junte as frutas secas e os chips de banana. Guarde num recipiente hermético. Sirva com as frutas frescas de sua preferência e iogurte grego.

 

Experimente os benefícios da ioga

blog_beneficios_da_iogaA prática da ioga tem se popularizado nos últimos anos. Isso é ótimo, pois seus benefícios são notáveis – para o corpo e para a mente.

A ioga melhora a flexibilidade, a força, a postura e o equilíbrio. Tem efeitos positivos sobre a respiração, a circulação, a concentração e o estado de espírito, pois ajuda a controlar a ansiedade e a afastar a melancolia e a depressão. Essas são apenas algumas das virtudes da ioga, com um bônus: para praticá-la, só é preciso um tapetinho, roupas confortáveis e um local tranquilo – depois de adquirir algum treino e conhecimento no assunto.

Antes que você procure uma academia de ioga, que tal experimentar algumas posturas (ou ásanas, como são chamadas) básicas para ter uma ideia dos movimentos envolvidos? Durante a sessão, respire suavemente pelo nariz e mantenha-se focado no seu corpo. Comece com posturas simples e termine sempre a sessão com alguns minutos de relaxamento, deitado de costas e controlando a respiração. Evite praticar ioga depois de uma refeição (espere pelo menos duas horas) e consulte-se com um médico antes de começar, sobretudo se tiver algum problema de saúde ou estiver grávida. Respire de três a dez vezes em cada posição.

Blog_ioga_triangulo

Triângulo De pé, com as pernas confortavelmente afastadas e os braços abertos, aponte o pé direito para fora. Expire e incline-se para a direita, levando a mão direita ao pé esquerdo, e erguendo o braço esquerdo. Olhe para cima e respire, mantendo a postura. Em seguida inspire e desfaça a postura devagar. Repita do lado direito.

Blog_ioga_cachorro

Cachorro invertido Comece apoiado nas mãos e joelhos. Pressione os dedos dos pés para baixo, expire e levante os quadris para formar um “V” invertido. Alinhe  a cabeça com a coluna, mantenha os braços e as pernas estendidos, e os calcanhares apoiados no chão. Empurre o peito na direção dos joelhos enquanto expira para retesar a curva da parte superior das costas. Respire, mantenha-se na posição e expire.

Blog_ioga_ponte

Ponte Deite-se de costas com os joelhos dobrados, pernas afastadas na largura dos quadris, pés para a frente e braços nas laterais. Traga os calcanhares para mais perto das nádegas, deixando as pernas na vertical. Inspire e levante a parte central do corpo. Pressione os braços e pés contra o chão para levantar-se mais. Inspire, segure e em seguida expire. Abaixe o corpo devagar. Abrace os joelhos e balance de um lado para outro.

 

Blog_ioga_torcao

Torção modificada Sente-se com a perna esquerda esticada ou dobrada para a esquerda (como acima). Cruze o pé direito para o lado esquerdo, com o pé no chão. Coloque o cotovelo esquerdo por dentro do joelho direito e estique a mão até o tornozelo direito. Inspire, mantenha-se ereto, expire e vire para a direita, com a mão direita para trás, apoiada no chão. Mantenha a postura. Desfaça a torção devagar e repita do outro lado.

O que os pés dizem sobre sua saúde

O-que-os-pes-dizem-sobre-sua-saude2A dor nos pés ligada à idade tem muitas formas. Às vezes, pode ser atribuída a deformidades como os joanetes. Outras vezes, os problemas nos pés são o primeiro sinal externo de alguma doença grave, como diabetes ou artrite reumatoide. “Ocorrem alterações fisiológicas nos pés, na pele, em tecidos moles, músculos, nervos e no fluxo sanguíneo”, diz o professor de podiatria Hylton Menz, da Universidade LaTrobe, em Melbourne, Austrália. Reconhecer as mudanças sutis e não sutis dos pés pode ajudar a manter a boa saúde e evitar complicações ligadas a doenças graves. “Os idosos devem examinar os pés regularmente para ver se há alterações de cor, temperatura, sensação ou formato. Caso percebam alguma mudança, procurem um profissional de saúde”, recomenda ele. “Muitas doenças sistêmicas (como diabetes e doença vascular periférica) têm manifestações precoces nos pés, e a percepção rápida dessas mudanças pode evitar consequências de longo prazo.”
Veja a seguir um resumo dos problemas mais comuns que afetam os pés dos idosos e alguns tratamentos disponíveis.

Ligados à artrose
A artrose (ou osteoartrite) nos pés, nos tornozelos ou no dedão pode causar dor ao andar. Segundo o estudo “Cenário Atual e Tendências da Osteoartrite no Brasil”, de 2012, quase 10 milhões de brasileiros (cerca de 5% da população) sofrem com a artrose.
O primeiro tratamento recomendado pelos reumatologistas são anti-inflamatórios não esteroides e calçados especiais. “O tratamento conservador é feito com calçados ortopédicos sob medida”, diz Biscontini, podiatra do Departamento de Reumatologia da Universidade de Perugia e da Área de Reabilitação do Departamento de Saúde Profissional do Hospital de Perugia, Itália. “Quando o tratamento conservador não dá certo, deve-se considerar a intervenção cirúrgica.”

Ligados à idade
Alguns problemas dos pés não são decorrentes de doenças; são comuns em idosos, assim como as quedas. Dados do Ministério da Saúde apontam que um terço dos idosos brasileiros sofre uma queda a cada ano. “Os pés podem ser causa do desequilíbrio”, diz o Dr. Matthew G. Garoufalis, podiatra de Chicago e porta-voz da Federação Internacional de Podiatras.”
Estudos mostram que o tai chi pode impedir quedas em idosos porque melhora o equilíbrio, o andar e a força física. O uso de meias para acolchoar melhor os pés ou de calçados ortopédicos, principalmente os que acomodam bem o calcanhar, pode melhorar o equilíbrio e reduzir a dor.
Os joanetes também causam dor ao andar. São comuns em adultos mais velhos, sobretudo nas mulheres. Às vezes, calçados especiais ajudam. Outras vezes, porém, a cirurgia é necessária. “A cirurgia é ditada pela dor”, diz o Dr. Garoufalis. “Quando a dor força o paciente a mudar suas atividades cotidianas, provavelmente está na hora de consertar. Há mais de cem cirurgias diferentes para joanetes.”
Mas é preciso levar as cirurgias a sério. A dor pode durar de alguns dias até seis semanas após o procedimento, e a recuperação varia de um mês e meio a um ano. Há riscos como lesões nos nervos, e o problema pode voltar depois da operação. Antes de concordar com a cirurgia, esgote todos os outros caminhos, como órteses, injeções e analgésicos.

Outro tipo de dor nos pés pode ser causado pelo excesso de peso, que provoca mais pressão sobre as articulações. Estudos mostram que os obesos sentem mais dores nos pés que os magros, sobretudo a dor no calcanhar da fascite plantar. Novas pesquisas indicam que a acupuntura pode ajudar. “A acupuntura é apenas um dos tratamentos possíveis”, diz Garoufalis. “As órteses podem redistribuir melhor o peso na planta do pé, e existe também a terapia com injeções, inclusive de cortisona.” Mas o alívio pode ter vida curta, se o excesso de peso não for resolvido.

Ligados à circulação
Alguns homens notam que, ao envelhecer, os pelos do tornozelo desaparecem. Embora meias apertadas sejam um fator possível, o mais provável é que haja um problema circulatório. “Quando examinamos um novo paciente, uma das primeiras coisas que olhamos são os pelos da parte inferior da perna, porque eles nos revelam se é necessário dedicar mais tempo a um exame vascular”, diz Garoufalis. “A falta de pelos pode ser sinal de fluxo arterial fraco até o pé ou fluxo venoso fraco perna acima.” Quando envelhecemos, o sangue circula com menos eficácia e limita o fluxo nos pés. Alongar-se, caminhar, levantar os pés sempre que se sentar e massageá-los, tudo isso ajuda. “A atividade tem papel fundamental”, garante Garoufalis. “Se não permanecermos ativos, o músculo da panturrilha não consegue bombear o sangue de volta ao coração com eficácia.”
Uma doença vascular comum ligada à idade, chamada doença arterial periférica (DAP), pode limitar o fluxo sanguíneo nas extremidades. Combinada à neuropatia diabética (dormência decorrente de lesões neurológicas), ela causa úlceras nos pés, cortes que demoram a sarar e lesões que não são percebidas e acabam gravemente infeccionadas. Por sorte, há tratamentos eficazes para a DAP. Alguns melhoram com mudanças do estilo de vida ou medicamentos. Para outros, é necessária uma anastomose arterial a fim de criar uma ligação entre artérias ou uma angioplastia para desobstruí-las. É possível melhorar o fluxo sanguíneo dos pés exercitando-se regularmente. “A atividade física pode evitar muitos problemas”, afirma Garoufalis.

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Ligados ao diabetes
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, 13,5 milhões de brasileiros têm a doença. Às vezes, problemas nos pés são o primeiro sintoma. “As sensações começam a sumir”, diz Garoufalis, “e ocorrem mudanças nas unhas ou na pele.”
As úlceras nos pés são uma complicação grave do diabetes e exigem tratamento rápido. Cerca de dois terços das amputações de pés são causados por úlceras e outros problemas ligados ao diabetes, e ficar atento aos pés ajuda a evitar a amputação. “Examine os pés e adote bons procedimentos de higiene. Se não consegue sozinho, peça ajuda. Procure auxílio médico o mais depressa possível se surgirem úlceras”, diz a Dra. Kristien Van Acker, presidente de um comitê dedicado aos cuidados do pé diabético da Federação Internacional do Diabetes.
Tradicionalmente, os médicos tratam as úlceras nos pés assegurando que não haja infecções nem problemas circulatórios e depois desbridando (removendo cirurgicamente o tecido morto), fazendo um curativo e removendo a pressão sobre os pés, às vezes com botas especiais. “A maioria procura ajuda tarde demais”, lamenta a Dra. Kristien. “Se o paciente continuar andando com a úlcera, pressionando-a, nem com os produtos científicos mais novos teremos sucesso. Podemos reduzir em 80% o número de amputações se os pacientes forem encaminhados a especialistas em pés no prazo de duas semanas.”

Seus pés passam a maior parte do tempo enfiados em sapatos, debaixo da mesa, longe dos refletores. Prestar atenção a quaisquer mudanças, problemas, perda de sensibilidade, mudança de cor, arranhões ou bolhas traz vantagens a longo prazo. “O diagnóstico e o tratamento precoces podem prevenir, ou pelo menos retardar, o desenvolvimento de problemas mais graves”, alerta Menz. “Identificar – e tratar – algo simples como um calo pode prevenir ulcerações, infecções e até amputações em idosos diabéticos.”

A matéria completa você encontra na edição de junho de Seleções.

 

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