Colégio eleitoral: entenda a eleição dos EUA

colégio eleitoralContrariando pesquisas de opinião e projeções, o candidato republicano Donald Trump foi eleito, nesta quarta-feira, o 45º presidente dos Estados Unidos da América, com 276 votos colegiados e 47,5% dos votos populares, versus 218 e 47,6%, respectivamente, para a adversária democrata Hillary Clinton.

 

Colégio eleitoral: entenda o sistema estadunidense

O colégio eleitoral foi estabelecido pelos fundadores dos EUA com o Artigo 2, Seção 1, de sua constituição. Enquanto no Brasil é eleito o candidato que receber mais de 50% dos votos válidos, nos EUA vence a presidência aquele que tiver a maioria no colégio eleitoral – grupo de 538 delegados (ou “grandes eleitores”), escolhidos pelos cidadãos (ou “pequenos eleitores”) de cada estado, em número proporcional à sua representatividade no congresso –, ou seja, pelo menos 270 votos colegiados, the magic number (“o número mágico”).

Embora o voto popular influencie na definição das eleições – 48 dos 50 estados e Washington, D.C., adotam o sistema winner-takes-all (“o vencedor leva tudo”), segundo o qual o candidato que vencer em um estado recebe os votos de todos os seus delegados –, esta é a quinta eleição estadunidense em que a presidência não vai para o candidato mais votado. A última vez foi em 2000, quando Al Gore, com quase meio milhão de votos a mais que o adversário George W. Bush, não foi eleito por ter perdido na Flórida, swing state (“estado-pêndulo”, ou seja, um estado que não apresenta um posicionamento tradicionalmente republicano ou democrata) com 29 votos no colégio eleitoral. Embora Clinton tenha tido uma vitória de mais de 45 mil votos populares sobre Trump, quatro dos cinco estados-pêndulo com maior representatividade optaram pelo republicano nesta eleição de 2016.

 

Após o resultado, ambos Donald Trump e Hillary Clinton fizeram discursos conciliatórios, clamando união ao país.

 

Apaixonada pela literatura, pelo objeto livro e por cada etapa de sua produção, cursa graduação em Letras na UERJ, onde promove iniciativas de capacitação para o mercado editorial para aqueles que compartilham do mesmo sonho: viver de fazer livro.