Como se proteger dos ladrões

como se tornar a prova de ladroes

Se você ainda não leu a edição de março da revista Seleções, você PRECISA ler o artigo de capa “Como se tornar à prova de ladrões”. Nele o jornalista Dirley Fernandes reuniu dicas importantíssimas, que compilou a partir de entrevistas com especialistas em segurança, para manter você a salvo de assaltantes, batedores de carteira e até ladrões de bicicleta! A edição de março ainda está nas bancas, cheia de artigos que você PRECISA ler. Não acredita? Pois vou dar aqui uma “palhinha” do que espera por você no artigo sobre como se proteger dos ladrões. Assim que acabar de ler essas dicas, sei que você irá correndo até a banca mais próxima comprar seu exemplar (corra mesmo, porque daqui a pouco o mês acaba!). Depois só quero que você me conte se não valeu muito a pena :)

 

Como se tornar à prova de ladrões
por Dirley Fernandes

Depois de alguns anos em que as estatísticas mostraram avanços na luta contra a criminalidade, os dados de 2013 deixaram patente uma reação dos bandidos, que se voltam cada vez mais para os roubos e furtos. Em São Paulo, os registros desses delitos vêm crescendo sem pausa: em 2013, foram 90 mil casos a mais do que cinco anos atrás. No Rio de Janeiro, na comparação entre outubro de 2012 e esse mesmo mês de 2013, o número de crimes contra o patrimônio subiu 26%. É hora de rever suas posturas para evitar fazer parte dessas estatísticas.

Seja mais esperto que os bandidos

  • Em outubro de 2012 foram registrados 208 roubos de telefones celulares no Rio de Janeiro. Um ano depois, o número aumentou para 344. Já São Paulo viu episódios como o dos 200 celulares surrupiados por um bando durante um festival de rock. Os crimes são praticados tanto por quadrilhas especializadas quanto por oportunistas que se aproveitam da desatenção de quem anda pela rua ou atende uma ligação no ônibus. Vinícius Cavalcante, diretor da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, frisa que o ideal é não atender o telefone na rua e retornar a ligação quando possível. Mas, caso o telefonema seja realmente urgente, o mais importante é guarnecer a retaguarda, ficando de costas para uma parede ou uma vitrine, por exemplo. “Os ladrões costumam atacar pelas costas, para evitar qualquer reação que torne mais difícil puxar os aparelhos. Então, manter as costas protegidas já impede essa ação.”
  • Se é impossível evitar totalmente a ação dos ladrões, há várias formas de dificultar a vida deles. Espalhar os pertences é a principal. “No assalto, a abordagem precisa ser rápida. O ladrão não vai ter tempo de vasculhar todos os seus bolsos”, diz Cavalcante.
  • Seja criativo. Nenhum lugar é ruim para guardar o dinheiro quando você sai na rua. Uma empresa de segurança, por exemplo, ofereceu a seus clientes, como brinde de Natal, uma “carteira de tornozelo”. Bolsos internos costurados nas roupas também podem evitar prejuízos.
  • Não chamar a atenção para si pode não ser o objetivo mais desejado de muita gente, mas, sem dúvida, é a atitude mais segura. Se você vai, por exemplo, a uma região carente da periferia, procure, dentro do bom senso, não se destacar tanto do conjunto. “A lógica é a mesma da pessoa de terno em um domingo de sol no Parque do Ibirapuera. De imediato, irá receber os olhares. A roupa adequada ao local ajuda a ser mais discreto e passar despercebido para os possíveis ‘observadores’, que podem estar em todos os lugares”, diz Jair Barbosa, consultor e professor de cursos universitários de Gestão de Segurança Privada.
  • A dica mais importante: esteja alerta todo o tempo. “Não é preciso viver em estado de neurose, apenas se conscientizar de que, ao sair à rua, é necessário não se abstrair do que acontece à sua volta”, diz Cavalcante. O especialista diz que não existe uma “cara de ladrão”. “Se alguém olhar para você com uma expressão suspeita, revelando tensão, pode estar mal-intencionado, independentemente da aparência.”
  • Por outro lado, a epidemia de crack tem levado ao aumento das abordagens por parte de adolescentes dependentes. Essas ações têm a marca do improviso, com armas como pedras ou cacos de vidro. “Se você perceber a aproximação a tempo, uma mudança de atitude, de direção, de velocidade, pode levar o sujeito a relutar e se virar para outro alvo. O importante é não se deixar surpreender”, diz Cavalcante.
  • Se você precisar de caixas eletrônicos, evite os dos shopping centers na tarde de sábado, ou outro local que favoreça a aglomeração de muita gente, que facilita a ação dos ladrões de senhas. Antes de começar a digitar seus dados, observe em volta. Geralmente, esses criminosos agem em dupla. O que importa não é a aparência, mas a postura das pessoas que estão na fila. Olhares nervosos, posicionamentos ligeiramente fora da linha… E não oculte apenas o teclado; preocupe-se também com a tela, que exibe dados interessantes para os bandidos, como o seu saldo.
  • “Na esteira do combate mais efetivo ao tráfico de drogas em várias capitais, os criminosos estão procurando novas modalidades de crime”, adverte João Palhuca, vice-presidente executivo do Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo). Os bares e restaurantes, por exemplo, têm sido um campo fértil para esses delinquentes, que praticam tanto arrastões quanto furtos oportunistas de bolsas. “Procure as casas que tenham boa iluminação e câmeras espalhadas. São fatores que desestimulam o ladrão”, diz o especialista, para quem é ultrapassado o conceito de que uma segurança mais ostensiva dos estabelecimentos espanta clientes.

No artigo completo, você encontrará as dicas dos especialistas para proteger também sua casa e sua bicicleta.

 

É mãe do Nicolas e do Patrick. Nas horas 
vagas trabalha editando a Revista Seleções e outros produtos editoriais do Reader’s Digest Brasil.