O incrível poder da gentileza

Kind man helping a senior with groceries

Atitudes cotidianas de carinho, respeito e atenção fazem muita diferença. As pessoas gentis são admiradas por todos. Imagine como a vida seria mais fácil se os pequenos transtornos cotidianos fossem contornados com gentileza? Mas a gentileza não só nos aproxima dos outros, como nos ajuda a sermos mais felizes e saudáveis.

A gentileza é tão poderosa que algumas teorias até a relacionam com o desenvolvimento das sociedades: “Os altruístas cooperam e contribuem para o bem estar dos outros integrantes da comunidade”, diz o professor Sam Bowles do Instituto Santa Fé nos Estados Unidos. Assim, a disposição para ajudar o próximo teria contribuído até mesmo com o desenvolvimento da humanidade.

Além disso, outras pesquisas apontam que as pequenas atitudes aumentam os níveis de satisfação pessoais, ou seja, a felicidade de forma geral. Não fazendo muita diferença se o bom ato é dedicado a uma pessoa próxima ou a um desconhecido.

Outros estudos constataram que as pessoas que ajudam regularmente os outros têm menos probabilidade de desenvolver doenças crônicas e seu sistema imunológico tende a ser mais resistente: “Existe uma relação direta entre bem-estar, felicidade e saúde nas pessoas gentis”, diz o professor e autor Stephen Post. A gentileza nos faz reagir com mais empatia aos erros dos outros e, assim, lidarmos com os contratempos com mais calma e tolerância, diminuindo os níveis de estresse. Assim, a paz interior causada pela solidariedade leva à mais saúde.

Ser gentil é reconhecer no desconhecido um outro semelhante a si mesmo, que talvez também esteja enfrentando suas próprias lutas particulares e precise de ajuda. Quem nunca passou pela situação de estar enfrentando um dia ruim e se sentiu mais animado depois de um elogio gentil inesperado, por exemplo?

A gentileza é, portanto, apenas uma questão de opção: é uma atitude que adotamos e que pode fazer pequena mudança positiva na vida dos outros e ser também uma grande diferença na nossa.

 

Apaixonada por literatura latino-americana, sempre teve certeza que o paraíso seria uma espécie de biblioteca e foi cursar Produção Editorial na UFRJ para aprender a fazer esses objetos mágicos. Também gosta de domingos com céu claro, gatos e futebol.