Quem é o Papai Noel?

Papai-Noel-2O Natal chegou! As celebrações natalinas giram em torno de uma figura central: o Menino Jesus – afinal, 25 de dezembro é a data em que se celebra o seu nascimento. A partir dele, surgem outros personagens que fazem parte desta festa: a Virgem Maria, São José, o Anjo Gabriel, os três Reis Magos… E também o Papai Noel! Ele e outros personagens são resultado de uma mistura de fantasia com realidade, na qual personagens históricos e fantásticos resultaram em figuras importantes na narrativa do Natal como o conhecemos hoje.

No Brasil o Natal é muito celebrado, dado o grande número de seguidores de religiões cristãs. Além dos presépios, alguns símbolos natalinos típicos de outros países acabaram sendo incorporados à nossa cultura, em parte por causa da grande força que a propaganda exerce por aqui. Assim, a figura do Papai Noel, a montagem de árvores de Natal e de cenas natalinas com alusão à neve se tornaram comuns nas celebrações brasileiras. Mas, afinal, quem é o Papai Noel?

O velhinho gordo, barbudo e vestido de vermelho é uma das figuras centrais do Natal, que inclusive em algumas parte do mundo conseguiu substituir os Reis Magos e o Menino Jesus no papel do ser generoso que leva presentes às crianças que se comportam bem. Pode-se considerar que o Papai Noel seja o representante do Natal secular (desligado das festividades religiosas). Ele é conhecido por vários nomes, dependendo da região do mundo, e, embora se associe a diferentes lendas, sua presença é sentida em praticamente todo o planeta durante esta época do ano.

O Papai Noel como o conhecemos hoje só assumiu esta forma a partir do século XIX. Essa figura funde características de vários personagens de diversas culturas, mas trata-se sobretudo de uma mistura de São Nicolau de Mira (ou de Bári) e do Father Christmas (Pai Natal) inglês.

São Nicolau foi um personagem histórico que nasceu na Turquia por volta do ano de 275 d.C., tendo se tornado bispo da cidade de Mira. Conta-se que era uma pessoa extremamente generosa e caridosa. As crianças o estimavam muito porque ele ajudava os necessitados e distribuía doces e presentes. Segundo a lenda, o bispo tinha um vizinho que era muito pobre. Ele mal tinha dinheiro para alimentar a família – e muito menos para casar as filhas, já que não tinha dinheiro para o dote. Ele então acabou decidindo vender a filha mais velha, para que a família pudesse sobreviver. Para evitar tamanha dor, São Nicolau pegou uma bolsa cheia de moedas de ouro e, ao abrigo da escuridão da noite, arremessou-a pela chaminé da casa do homem. A bolsa acabou caindo dentro de uma meia que a esposa do vizinho havia colocado junto à lareira para secar. O homem usou as moedas para casar sua filha mais velha, e, antes que vendesse a filha mais nova, São Nicolau repetiu o feito – e foi quando sua identidade foi descoberta. Os boatos sobre o bispo benfeitor não tardaram a surgir e, assim, sempre que alguém recebia um presente inesperado, atribuíam a uma obra do bispo bondoso.

Alguns detalhes dessa história lhe soam familiares? Mas a mágica lenda do Papai Noel se alimentou também de outras fontes. A outra figura que contribuiu para essa composição é o Father Christmas, personagem da tradição inglesa que personifica o espírito do Natal. Desde o século XVII esse personagem era representado pela figura de um homem barbudo, de silhueta arredondada – então podem ter vindo daí as características físicas do nosso Papai Noel contemporâneo. Os origens do Father Christmas parecem estar ligadas ao deus germânico Wotan (Odin), que na celebração do solstício de inverno concedia prêmios e castigos a quem os merecesse.

Vários personagens de culturas diversas parecem ter contribuído com cenários e integrantes que compõem o universo do Papai Noel – que inclui os duendes ajudantes, as renas, a Mamãe Noel… E o que é mais incrível é que tantos elementos de origens tão distintas foram capazes de, juntos, darem forma a este grande símbolo mundial de bondade e amor que é o bom velhinho. Que o Papai Noel continue encantando adultos e crianças neste Natal – e em muitos outros por vir. Feliz Natal!

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Desde que descobriu que era possível ganhar a vida lendo, teve a certeza de que trabalharia com livros. Apesar de ser caseira, adora viajar (paradoxal, não?!) e encontrar os amigos. Suas grandes paixões são a família, o marido e... chocolate!!